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Geografia

Demografia: Os movimentos migratórios atualmente no Brasil

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O processo de desconcentração industrial,  a partir dos anos 1990, as políticas de isenção de impostos e doação de terrenos feitos por estados e municípios acabaram atraindo diversas montadoras e indústrias para diferentes regiões do país. Consequentemente, a ampliação da oferta de emprego nesses locais impulsionou o recebimento de migrantes. Com a expansão da urbanização desigual nas últimas décadas pelo território brasileiro, proporcionou a melhoria na infraestrutura de transportes, de telecomunicações e de energia elétrica, favorecendo a geração de empregos nos espaços geográficos menos valorizados comercialmente, como as pequenas e médias cidades.

Entre 1995 e 2000, 3,4 milhões de pessoas trocaram a região onde nasceram por outra, realizando uma migração inter-regional. Já entre 2005 e 2010, esse número baixou para 3,0 milhões. Ou seja, se antes a migração entre regiões diferentes predominava, com destaque para os fluxos da macrorregião nordeste, para a macrorregião sudeste e posteriormente as macrorregiões sul e centro-oeste, com a expansão da fronteira agrícola, o desenvolvimento do agronegócio, atualmente este tipo de migração perde força frente a outros fluxos migratórios.

Atualmente vem se intensificando a migração de retorno, que é o deslocamento de migrantes para sua região de origem, após ter se deslocado. É o que ocorreu na macrorregião nordeste a partir dos anos 1980 e 1990, com a melhora da economia local, com a instalação de indústrias e a fruticultura na região do Vale do São Francisco.

No território brasileiro atualmente, ocorrem alguns movimentos migratórios com:

A MIGRAÇÃO URBANA-URBANO

Dentro de algumas determinadas cidades no Brasil, onde esse movimento migratório é bastante intenso, envolvendo o deslocamento de milhões de pessoas todo ano. Trata-se às vezes de uma continuação do êxodo rural, já que o homem do campo na maioria das vezes vai primeiro para uma cidade média ou uma periferia e só depois migra para uma grande metrópole, além da perda do poder aquisitivo de uma parcela da população ou o fenômeno da gentrificação.

A MIGRAÇÃO RURAL-RURAL

De uma região agrícola para outra, também é cada vez mais frequente no território brasileiro. Relacionando diretamente os trabalhadores rurais que vivem se deslocando em busca de um emprego temporário, cada vez mais se intensificando nas regiões irrigadas no nordeste brasileiro, como na fruticultura do vale do rio São Francisco, no sertão nordestino.

A MIGRAÇÃO URBANA-RURAL

Quando uma parcela da população deixa a cidade para viver em uma região rural. Ocorre principalmente com o retorno dos filhos dos migrantes, para tomarem conta da terra de pais falecidos, podendo se relacionar também com o retorno de migrantes que não se adaptaram nos centros urbanos, ou um determinado contingente populacional deixando os centros urbanos em busca de uma melhor qualidade de vida em uma região com menos violência urbana.

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