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História

A Segunda Guerra Mundial: Contexto

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A ordem hitlerista aboliu todos os partidos, exceto o Nazista, proibiu o funcionamento de organizações sindicais que não estivessem subordinadas diretamente ao Estado, além de suspender as liberdades individuais, a autonomia dos estados e impor um rígido controle sobre a sociedade e os meios de comunicação. Hitler organizou um eficiente serviço de polícia do Estado, a Gestapo, além de ser um dos primeiros estadistas a contar com um Ministério exclusivo para a propaganda do regime, dirigido por Joseph Goebbels. O Congresso Nacional-Socialista de 1934, em Nuremberg, seria transformado em documentário pela cineasta Leni Riefenstahl, que cobriria as Olimpíadas de Berlim em 1936. Ademais, o Estado nazista, cujo slogan era “ein Reich, ein Volk, ein Führer” (Um povo, um Império, um líder), patrocinaria as “leis raciais”, que excluíram os não arianos de cidadania alemã, sobretudo os judeus.  

Fonte: https://3.bp.blogspot.com/_CXM3SEDylUM/SPSwkXy3ocI/AAAAAAAAAzU/3AnngZXAgVo/w1200-h630-p-k-no-nu/In%C3%ADcio+do+expansionismo+alem%C3%A3o+1935-39.jpg

Em março de 1936, Hitler rompe com a ordem de Versalhes, promovendo a remilitarização da Alemanha e denunciando o Pacto de Locarno. As potências ocidentais, procurando evitar um confronto que pudesse levar a uma nova guerra, preferem adotar uma política de tolerância para com a Alemanha nazista. Além disso, o discurso anticomunista de Hitler agrada aos países que viam a União Soviética como o verdadeiro espectro que ameaçava a Europa. Em novembro de 1936, Roma, Berlim e Tóquio celebram o Pacto Anti Komintern, conhecido simplesmente como “Eixo”. O acordo entre as três nações autoritárias converteria-se em uma divisão do mundo em áreas de influência, na qual os italianos ficariam com o Mediterrâneo, os alemães com a Europa ocidental e Rússia, enquanto os japoneses procurariam reafirmar sua hegemonia sobre o Pacífico.  

Em 1938, Hitler colocaria em prática a sua teoria do espaço vital (Grossraum), na qual estabelece que a Alemanha tem a obrigação de anexar territórios europeus em que existam “minorias germânicas”. A guerra estava a um passo. Em março, após intimidar o governo de Viena, Hitler promove a anexação da Áustria (Anschluss). Em setembro, com a presença da Inglaterra, França e Itália, Hitler expõe, na Conferência de Munique, sua pretensão de anexar os Sudetos da Tchecoslováquia. O primeiro-ministro Chamberlain, desejoso de evitar um conflito, cede às pressões de Hitler pela incorporação dos territórios da Tchecoslováquia em troca do compromisso alemão de cessar o expansionismo. A política de Chamberlain, em vez de evitar a guerra, apenas mostrou a Hitler que, através da intimidação, poderia incorporar territórios europeus. O próximo passo da política expansionista alemã, contudo, conduziria o mundo à guerra: a invasão da Polônia.

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